COMPLIANCE: ADEQUAÇÃO DE REGRAS NAS EMPRESAS

COMPLIANCE: ADEQUAÇÃO DE REGRAS NAS EMPRESAS

O conceito de “compliance” vem sendo amplamente trabalhando nas empresas mundo afora. Este conceito abrange todas as políticas, controles internos e externos aos quais a empresa precisa adequar-se, ficando em plena conformidade com as regras e legislações aplicadas aos seus processos. Além disso, essa adequação não diz respeito somente aos seus colaboradores, mas, também, a todos os fornecedores e terceirizados que prestam serviços a empresa.

Uma empresa que consegue estar em compliance estratégico, denota ser uma empresa transparente e com elevado grau de maturidade na gestão, já que, para estar em compliance todos os gestores e colaboradores devem dominar os processos e procedimentos existentes, visando o nível de excelência com efetiva conformidade política, comercial, trabalhista, contratual e comportamental. Compliance é um conjunto de fatores que leva a empresa a adotar um posicionamento integro em sua totalidade.

Quando o conceito surgiu no país e foi evidenciado após a aprovação da Lei Anticorrupção (12.846/2013), as primeiras áreas que o adotaram foram os setores jurídico e financeiro, porém, hoje é uma realidade que deve ser aplicada a todos os departamentos da empresa, de forma homogênea e clara. Um dos setores que mais deve estar por dentro do assunto é o de Recursos Humanos, que deve estar atento as políticas adotadas com os colaboradores, de forma que todos entendam a importância da aplicação do conceito e, que possam também desfrutar de um ambiente mais ético e organizado. Para que todo esse movimento possa ser realizado e monitorado corretamente, o papel das auditorias é fundamental. Desta forma, é possível manter os processos alinhados e corrigir os erros direto na fonte.

Desde então, o conceito vem se popularizando e muitas empresas vem adotando as medidas de compliance em suas rotinas. Uma pesquisa realizada pela consultoria global Provitti no Rio de Janeiro e divulgada em novembro de 2018, aponta que 43% das empresas do estado tem maturidade em seus programas de compliance.

“Após escândalos de corrupção e fraude nos últimos dois anos, houve uma consciência mais formalizada por parte das empresas do Rio de Janeiro, que, se o contratado cometer qualquer tipo de ato ilícito, a organização também poderá ser responsabilizada”, completa Yaniv Chor, porta-voz da pesquisa no Rio de Janeiro.

Porém, antes de começar um movimento de compliance, a empresa deve ter um bom diagnóstico montado da sua situação atual, tanto dos seus processos internos quanto das suas ligações externas com a comunidade, a fim de identificar quais seriam os pontos em que precisaria melhorar a sua eficiência e transparência. A partir deste momento, os gestores terão um papel fundamental na construção e melhoria dos processos já existentes, mapeando-os e propondo soluções que os tornem mais agéis, éticos e produtivos.

Estar em compliance também é significado de aumento de produtividade, redução de custos e despesas, e, consequentemente, uma visão de maior confiança do mercado em relação a empresa. Quando a empresa consegue criar um ambiente de trabalho agradável, ético e justo, com colaboradores que se sentem valorizados e respeitados, além de aumentar a atração de talentos, toda esta preocupação acaba por transparecer, também, para o público externo.

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