O CONCEITO ECO-FRIENDLY NA CONSTRUÇÃO CIVIL

O CONCEITO ECO-FRIENDLY NA CONSTRUÇÃO CIVIL

O fato de que os recursos naturais do planeta não são infinitos e que estamos chegando perto deste limite, não é mais um assunto relativamente novo a ser debatido: cientistas, pesquisadores, empresários e líderes mundiais vem discutindo soluções que possam amenizar os impactos a longo prazo para a humanidade da insuficiência destes recursos. Entre estas pautas, o consumo consciente tem sido considerado uma das formas mais eficazes na redução destes impactos ambientais, sociais e econômicos.

Dentro deste cenário, surge o conceito de eco-friendly”, ou amigável ao meio-ambiente, se referindo a produtos, serviços, diretrizes, políticas e até mesmo ações que tenham o objetivo de causar o menor dano possível à natureza.

Esse comprometimento com uma forma de consumo mais consciente e um estilo de vida mais saudável deve vir tanto das empresas quanto dos consumidores, que, ao gerarem esta demanda por um pensamento mais “verde”, obrigam as empresas a também repensarem os seus valores e sua responsabilidade socioambiental, tornando os seus negócios mais sustentáveis.

A pergunta central agora é “eu realmente preciso disso?, e, se a resposta for sim, qual a forma de produção e consumo menos agressiva que pode ser atribuída a este produto ou serviço. Esse consumidor é o que se preocupa com o tipo de matéria-prima e mão-de-obra utilizada, com os recursos que foram abstraídos da natureza e de que maneira que essa produção foi realizada. Um consumidor engajado que pesquisa antes de comprar e se certifica da procedência do que está comprando, apoia causas socioambientais, recicla, reutiliza e se mantém fiel as marcas que pensam da mesma forma e que contemplam o seu lifestyle.

A construção civil, um dos setores que mais sofrem com desperdícios, principalmente de materiais, já está atenta a estas novas perspectivas de mercado, e vem procurando por projetos que venham a atender a uma forma de construção mais sustentável. E tudo começa exatamente aí: no projeto. Somente após ter um projeto bem desenhado é possível avaliar quais serão os recursos e materiais necessários, e quais as formas de reuso ou alternativas sustentáveis poderão ser aplicadas: aproveitamento de cortes de madeira, coletores de água da chuva, esgoto ecológico a partir de água de chuveiro e pias, placas solares, eficiência energética, entre outras medidas que podem ser tomadas em uma obra.

A escolha inteligente de materiais também é um fator de muita influência para tornar a construção eco-friendly. Materiais como o tijolo ecológico ou tijolo modular de solo-cimento, aquecedores de água que utilizam da luz solar e não da eletricidade, revestimento ecológico a base de argila e fibras vegetais, madeira de demolição e telhados verdes, são algumas alternativas que vem sendo utilizadas por arquitetos em projetos diferenciados e conscientes. Apesar de muitas destas soluções acabarem por ter um custo inicial maior, a longo prazo significam uma economia muito maior no bolso do consumidor, principalmente em cima dos custos de energia e transporte. Como é o caso da utilização da energia solar em residências, o equipamento tem sim um valor alto na compra, mas, a longo prazo é possível reduzir em até 90% a conta de energia, segundo alguns estudos de caso.

Apesar de muitos ainda acharem que os empreendimentos eco-friendly sejam apenas uma jogada de marketing, assim como muitos conceitos que vem sendo aplicados de forma irresponsável em alguns setores da construção civil, para ser considerado realmente um empreendimento sustentável, é necessário que se respeitem alguns pilares ecológicos, desde a concepção e execução do projeto até a aplicação cotidiana das medidas adotadas pelos moradores após a entrega da obra. O objetivo é poder proporcionar aos moradores muito mais do que economia, mas, uma experiência prazerosa, equilibrada e consciente, de que é possível aliar conforto e sustentabilidade, desde que tudo seja planejado e pensado com toda a inteligência construtiva disponível no mercado.

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