CONHEÇA A WE WORK

CONHEÇA A WE WORK

A We Work iniciou o ano como a terceira startup mais valiosa dos EUA, avaliada em 20 bilhões de dólares, perde em cifras apenas para a Uber e a Airbnb no ranking das startups americanas, e, assim como as outras duas, é uma empresa que disponibiliza espaços corporativos, sem ter nem ao menos um escritório em seu patrimônio. A We Work é basicamente uma intermediária que aluga espaços de outras pessoas por atacado e cobra mais caro pelo design diferenciado, aluguéis flexíveis e pelos serviços inclusos.

O maior valor agregado da We Work é a cultura do escritório, porém, em uma escala gigantesca. Atualmente com mais de 160 espaços espalhados por 52 cidades, mais de 2.900 colaboradores gerenciando algo em torno de 900 mil m² para 150 mil membros, a empresa começou em 2010, na cidade de Nova York. Os membros pagam por mês desde US$220 pelo uso de uma área comum até US$22 mil por um escritório para 50 pessoas.

“Nossa avaliação e nosso tamanho hoje se baseiam muito mais na nossa energia e espiritualidade do que num múltiplo da receita”, afirma Adam Neumann, CEO e cofundador da We Work junto com Miguel McKelvey.

Porém toda essa energia e espiritualidade, tem atraído grandes investimentos, como a avaliação da poderosa SoftBank, comandada por Masayoshi Son – homem mais rico do Japão e um dos grandes investidores do mundo – que rendeu a We Work um investimento em torno de US$ 20 bilhões. E, mesmo antes do investimento de Son, empresas como Benchmark, Fidelity, Goldman Sachs e JPMorgan já haviam investido US$ 1,55 bilhão na empresa.

A ideia principal de Neumann é revolucionar a maneira como as pessoas trabalham, vivem e se divertem, utilizando da chamada “sharing economy”, consumo ou comércio colaborativo, ou seja, um sistema socioeconômico construído em torno da partilha de recursos humanos e físicos.

Um dos projetos mais conhecidos da We Work, o Dock 72, representa a mais plena expressão dessa visão: um imenso espaço de coworking projetados e administrados pela empresa, com amplos escritórios, um luxuoso SPA, incluindo um bar de sucos, um bar de verdade, uma academia, um local para a prática de boxe, uma quadra de basquete ao ar livre, restaurantes, serviços de lavagem a seco, uma barbearia e uma vista panorâmica de Manhattan, que irão atender empresas como a IBM e Verizon.

“Como você muda o mundo? Reunindo as pessoas. Qual o lugar mais fácil para reunir as pessoas? No ambiente de trabalho”, afirma Neumann.

Em 2017 a empresa chegou ao Brasil, a We Work Paulista, com 5 andares e 10.600 m², localizados no coração de São Paulo, em plena Av. Paulista. Além disso, a empresa pretende abrir mais cinco espaços no país, três em São Paulo e dois no Rio de Janeiro. A previsão é de que a empresa chegue a receita de US$ 2,3 milhões até o final de 2018.

“Estamos completamente convencidos que o ambiente de trabalho moderno precisa de interação, troca de ideias e colaboração, além de um espaço que estimule a criatividade e a inovação. Na WeWork estaremos próximos a startups, investidores e empresas inovadoras – mentes brilhantes, criativas e antenadas. Tudo isso vai nos ajudar a compreender o que precisamos fazer para atender esses clientes com excelência e nos ajudar a trazer inovação para dentro da nossa casa”, diz Rodrigo de Campos Vieira, sócio da área de Startups e Inovação do TozziniFreire, um dos principais escritórios de advocacia do país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *